O investimento em imóveis é uma forma segura de diversificar o portfólio e reduzir os riscos do investidor, diante de tantas classes de investimentos e opções de ativos financeiros disponíveis no mercado brasileiro.

Lembra do antigo ditado: “quem compra, terra não erra”? 

Ele ficou famoso porque investir em imóveis é uma das formas mais tradicionais de investimento financeiro.

Seja para construir, comprar ou coparticipar, para reformar, alugar ou revender, hoje, este é um tipo de investimento possível para investidores profissionais, experientes e até mesmo iniciantes. Inclusive, é uma opção de investimento bastante segura, na opinião de muitos especialistas.

Além de ser uma fonte de retorno financeiro futuro, o investimento imobiliário (quando aquisição de uma casa, apartamento ou terreno) também está relacionado à realização do sonho da casa própria, da propriedade, de valor imensurável

Conheça um pouco mais sobre as possibilidades de investimento em imóveis e entenda qual é a melhor para você.

O que é o Investimento em Imóveis?

A tecnologia e os avanços do mercado permitiram a criação de novos produtos financeiros, inclusive no setor imobiliário. Por isso, existem diferentes tipos de investimentos imobiliários, que atendem especificamente a cada perfil de investidor, do mais conservador ao mais arrojado. 

Inclusive, é crescente a tendência de negociação de ativos digitais através da tecnologia blockchain, que permite o investimento em imóveis e em empreendimentos imobiliários de forma totalmente digital, por meio do token de permuta imobiliária.

Vamos entender um pouco mais sobre este segmento de investimento?

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O investimento em imóveis é uma forma de aplicação financeira que oferece diferentes tipos de ganhos relacionados à exploração de ativos, majoritariamente, reais, que, resumidamente, são: valorização do bem, renda passiva via aluguel e ganhos de capital com o imóvel

Investir em imóveis também pode ser uma maneira de proteger o dinheiro da alta inflacionária, já que o valor das parcelas de um imóvel financiado, assim como o valor do aluguel a receber, por exemplo, costumam ser atualizados pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil), o que mantém o poder de compra do seu dinheiro frente à inflação.

Se comparado aos outros tipos de investimento convencional, como a poupança, o investimento em imóveis não pode ser congelado pelo Governo. E, quando comparado aos outros tipos de aplicação financeira, que podem sofrer grandes oscilações relacionadas às mudanças e crises econômicas, o investimento imobiliário é historicamente mais estável. Existem diversas vantagens em optar por este tipo de investimento.

Além destes fatores “de segurança”, quem escolhe investir em imóveis de forma direta ainda tem o benefício da garantia patrimonial, já que uma vez registrado, o bem adquirido vira patrimônio.

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Assim como acontece com qualquer outro tipo de investimento, antes de investir em imóveis é bom entender um pouco sobre como este mercado funciona

Um bom começo é saber quais são as regras e os principais órgãos reguladores envolvidos em cada situação. 

Entre os investimentos imobiliários mais conhecidos estão o Investimento Direto em Imóveis, o Consórcio Imobiliário e os Fundos de Investimento Imobiliário (FII). Veja quem toma conta de cada um deles no Brasil:

No caso de investimento direto em imóveis (aquisição de terreno, casa, apartamento usado ou na planta): 

CRECI - Conselho Regional de Corretores de Imóveis: toda transação imobiliária necessita de corretagem, por isso este órgão é tão importante. Ele tem a finalidade de  fiscalizar a profissão dos corretores de imóveis. Cada Estado tem o seu próprio CRECI, mas as regras para atuação do.

COFECI - Conselho Federal dos Corretores de Imóveis: além de ter atuação similar ao CRECI, mas em âmbito Federal, este órgão regulamenta a propaganda para corretores e imobiliárias, entre outras atividades.

Já, no caso de outros tipos de investimentos, como Fundos de Investimentos Imobiliários:

CVM Comissão de Valores Mobiliários. Os fundos de investimento imobiliário são regulados pela Lei 8.668, de 25/06/1993, pela Instrução CVM nº 472, de 31/10/2009 e pela Instrução CVM nº 516.

As questões tributárias aplicáveis aos fundos de investimento imobiliário estão previstas na Lei 9.779, de 19/01/99, Lei 11.033, de 21/12/2004, Lei 11.196, de 21/11/2005, e na Lei 12.024, de 27/08/2009.

B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) - Bolsa de Valores Brasileira: onde os Fundos de Investimento Imobiliário são negociados.

No caso dos Consórcios Imobiliários, quem faz a regulação e a fiscalização é o BC - Banco Central do Brasil.

Considerando ainda o mercado financeiro, de forma geral, é bom estar atento aos movimentos econômicos, já que a variação da taxa Selic, os subsídios do Governo, as regras de uso do FGTS e outros fatores, como a alta no preço de alguns materiais utilizados na construção civil, exercem influência sobre as oportunidades e as condições de investimento em imóveis. 

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A tão desejada renda imobiliária, ou fluxo de renda gerado pela exploração de propriedades imobiliárias, é o desejo de muitos brasileiros.

No entanto, antes de alocar os seus recursos em imóveis, convém conhecer direitinho quais são as suas opções. 

Entre os investimentos imobiliários mais conhecidos estão o Investimento Direto em Imóveis, o Consórcio Imobiliário e os Fundos de Investimento Imobiliário (FII). 

De forma geral, eles podem ser considerados ativos de renda fixa ou variável. Por exemplo: um imóvel é considerado um ativo de renda variável e uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é considerada um investimento de renda fixa.

Investimento Direto em Imóveis

A forma mais simples e segura de investir em imóveis e, também, a mais popular entre os brasileiros, é a compra e venda direta de empreendimentos imobiliários.

Neste segmento, há uma grande diversidade de tipos de imóveis disponíveis para investimento. Eles podem ser classificados por:

  • Finalidade: uso residencial (moradia, veraneio, moradia estudantil) e uso comercial (lages empresariais, galpões logísticos e pátios industriais);

  • Categoria/Topografia: terrenos, casas, apartamentos, kitnets, galpões;

  • Padrão: imóveis populares, imóveis de luxo/alto padrão;

  • Tipo de exploração: venda ou locação;

  • Situação: na planta, em obras, usado.

Basicamente, o investimento direto em imóveis consiste na negociação direta de bens imóveis (terrenos, casas, apartamentos), entre construtora/proprietário e comprador, com objetivo de obtenção de renda com aluguéis ou valorização do ativo.

Ele pode ser feito à vista, via consórcio de imóveis ou financiamento bancário.

Nesta modalidade de investimento, é necessário custear a formalização e a regularização do negócio, incluindo a escritura e o registro do imóvel. Além disso, incidem sobre este investimento o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) e o Imposto de Renda (IR). 

Ainda assim, os lucros com a venda do imóvel ou recebimento recorrente de aluguéis costumam compensar, e muito.

Fundos de Investimento Imobiliário

Um Fundo de Investimento Imobiliário é formado por um grupo de investidores, gerido por um administrador, com o objetivo de investir em empreendimentos imobiliários e construções de grande porte.

Os fundos imobiliários assemelham-se ao investimento em ações. O investidor compra cotas de ofertas públicas, negociadas na Bolsa de Valores, ou cotas de outros investidores, negociadas por corretoras de valores.

Neste tipo de investimento, cada investidor possui uma cota do imóvel e obtém ganho financeiro por meio do seu aluguel ou comercialização, proporcional ao capital investido, considerando que 95% do lucro líquido auferido é distribuído aos cotistas.

Nos fundos de investimento imobiliário existem as taxas de administração (entre 1% e 3%), a taxa de performance, que varia de um fundo para o outro, as taxas de corretagem e custódia, além de outras devidas à Bolsa de Valores. O investimento em FII é isento de IR, mas sofre tributação sobre ganho de capital (alíquota de 20%).

Existem diferentes tipos de fundos imobiliários, com maior e menor risco. As principais categorias são:

Fundos de Tijolos 

Focados nos ganhos sobre a exploração de imóveis físicos, tais como:

  • Escolas e faculdades;
  • Galpões Logísticos;
  • Shoppings Centers;
  • Lajes Corporativas;
  • Terrenos florestais;
  • Hotéis e Resorts;
  • Data Centers;
  • Fazendas;
  • Hospitais.

Fundos de Papel 

São os fundos com lastro imobiliário. Investimentos feitos em títulos e papéis do mercado imobiliário, como:

  • CRI - Certificado de Recebíveis Imobiliário;
  • LCI - Letra de Crédito Imobiliário;
  • LIG-Letra Imobiliária Garantida;
  • LH - Letras Hipotecárias;

 

Fundos de Fundos 

Também conhecidos por FOFs, este tipo de investimento consiste no uso de recursos de um conjunto de investidores para obtenção de lucro com a compra e venda de títulos de outros fundos imobiliários.

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Agora que você já conhece as informações básicas sobre investimento em imóveis, descubra qual é o seu perfil de investidor para saber qual é o tipo de investimento imobiliário que mais combina com você.

E continue acompanhando os artigos aqui no blog para aprender cada vez mais a respeito das possibilidades de investimentos e, assim, fazer bons negócios com o seu dinheiro.